<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Squat!net</title>
	<atom:link href="http://pt.squat.net/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.squat.net</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Apr 2012 17:20:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Rio de Janeiro (RJ, Brasil): Companheiro é condenado por participar à manifestação contra o despejo da ocupação Guerreiros Urbanos</title>
		<link>http://pt.squat.net/2012/04/22/rio-de-janeiro-rj-brasil-companheiro-e-condenado-por-participar-a-manifestacao-contra-o-despejo-da-ocupacao-guerreiros-urbanos/</link>
		<comments>http://pt.squat.net/2012/04/22/rio-de-janeiro-rj-brasil-companheiro-e-condenado-por-participar-a-manifestacao-contra-o-despejo-da-ocupacao-guerreiros-urbanos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 18:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brazil</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.squat.net/?p=150</guid>
		<description><![CDATA[Há alguns dias recebemos a triste notícia da condenação do companheiro Filipe Proença, professor e engajado na luta popular, por participar do ato de apoio à Ocupação Sem-teto Guerreiros Urbanos em dezembro de 2010, que foi violentamente despejada. A decisão foi tomada mesmo com o Ministério Público, acusador, tendo pedido absolvição. Ainda podemos recorrer, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias recebemos a triste notícia da condenação do companheiro Filipe Proença, professor e engajado na luta popular, por participar do ato de apoio à Ocupação Sem-teto Guerreiros Urbanos em dezembro de 2010, que foi violentamente despejada. A decisão foi tomada mesmo com o Ministério Público, acusador, tendo pedido absolvição. Ainda podemos recorrer, mas o caso não pode passar em branco, todxs nós podemos ser acusadxs, a criminalização dos movimentos sociais ganha campo jurídico no Estado de exceção. Ele(s) que nos atinge covardemente como pessoas isoladas, nos tira a vida de tantas formas, quando não cotidianamente, nos encarcerando para nos fazer acreditar que somos fracxs e impotentes, nos afastando de nossas amizades e companheirxs, atando nossas mãos e calando vozes para esterelizar nossas ações, ferindo corpos, rasgando peles, derramando sangue e choro, até o ponto de não sabermos a diferença entre nos tirarem o tesão de viver e a paralização de nossos órgãos. Mas ainda pulsamos. Transbordamos.<span id="more-150"></span></p>
<p>Precisamos nos organizar e agir, porque não estamos sós e nossa força assusta. Prisões e despejos vão acontecer cada vez mais se não nos mobilizarmos, a luta de classes é aqui e agora. Leis que chamam movimentos sociais de terrorismo já estão sendo aprovadas pelo bem da ordem, uma ordem onde temos papéis importantes, mas não temos voz efetiva nem autonomia. Muitos acreditam na constituição, nas leis do Estado, como segurança do que é certo e justo. No entanto, o que vemos todos os dias é que elas servem a classes específicas, que vivem na mesma cidade mas que participam de um mundo do qual não temos acesso, que fazem o Estado e as leis, que decidem e estruturam como as coisas devem ser para que tudo continue como está. Não importa quem está no governo, as disputas de poder entre os ricos e todxs que participam dessa estrutura parece tão grandiosa e importante, mas na hora que precisam mesmo, todos sabem seus aliados de classe, pois nada importa, só importa que quem se governe não sejam as próprias pessoas decidindo sobre suas vidas coletivamente. Precisamos suplicar para que um juiz sentencie um estuprador, e se o faz, agradecemos, precisamos lutar para ter o direito a greve, e no entanto, quando convém, até ele é suspenso (vide “lei da Copa”).</p>
<p>Todxs somos condenadxs quando alguém que fica parado na frente de um imóvel abandonado, vazio e sem utilidade pública para que famílias não voltem a morar nas ruas é condenado. Todxs somos intimadxs quando um grupo de 30 famílias sem-teto é chamado de organização criminosa e acusado de formação de quadrilha. Todxs estamos ameaçadxs quando a polícia tem carta branca para violentar e agredir em nome da lei, e resistir é crime.</p>
<p>O único terrorismo aqui é do Estado e do Kapital.</p>
<p>Mais informações sobre a ocupação Guerreiros Urbanos:</p>
<p><a href="http://autogestao.org/tag/guerreiros-urbanos/">http://autogestao.org/tag/guerreiros-urbanos/<br />
</a><br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.squat.net/2012/04/22/rio-de-janeiro-rj-brasil-companheiro-e-condenado-por-participar-a-manifestacao-contra-o-despejo-da-ocupacao-guerreiros-urbanos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Porto (Portugal): Projecto Es.Col.A brutalmente despejado pela polícia</title>
		<link>http://pt.squat.net/2012/04/20/projecto-es-col-a-brutalmente-despejado-pela-policia/</link>
		<comments>http://pt.squat.net/2012/04/20/projecto-es-col-a-brutalmente-despejado-pela-policia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 17:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pt</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.squat.net/?p=145</guid>
		<description><![CDATA[O projecto Es.Col.A, Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha, no Porto, foi esta manhã brutalmente despejado pela polícia. A polícia encapuçada arrombou o gradeamento, derrubou o mastro e entrou na antiga escola primária. O bairro foi cercado pela polícia, com pelo menos 10 carrinhas policiais e outros tantos carros da PSP. Com forte aparato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O projecto Es.Col.A, Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha, no Porto, foi esta manhã brutalmente despejado pela polícia. A polícia encapuçada arrombou o gradeamento, derrubou o mastro e entrou na antiga escola primária. O bairro foi cercado pela polícia, com pelo menos 10 carrinhas policiais e outros tantos carros da PSP.</p>
<p>Com forte aparato policial e elevado apoio da população local, há relatos de várias agressões por parte da polícia aos resistentes pacíficos, dentro e fora do edifício. Há pelo menos uma pessoa ferida e duas detidas.</p>
<p><span id="more-145"></span></p>
<p>Duzentas pessoas estão a manifestar-se junto à câmara municipal do Porto, que já se encontrava gradeada e &#8220;guardada&#8221; por agentes policiais. Antes houve uma concentração junto à esquadra da rua do Heroísmo, onde estão os detidos, e uma assembleia popular no Largo da Fontinha, que juntou mais de cem pessoas.</p>
<p>Entretanto, o material do Es.Col.A está a ser destruído, arremessado pelas janelas, a mando da autarquia, e a escola está a ser emparedada.</p>
<p>Segue todas as actualizações aqui no Indymedia e publica as tuas próprias informações (textos, fotos e vídeos)!</p>
<div>
<div>Artigos relacionados:</div>
<div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7243">Lisboa: A rua é nossa&#8230; a es.col.a é nossa!</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7242">Cerca de 300 pessoas em Lisboa solidárias com Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7241">polícia sem identificação e sem mandado destrói o Es.Col.A e todo o seu material didáctico</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7240">Mais fotos do despejo do ES.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7239">E hoje, sais à rua? Ao Es.Col.A!</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7238">Fotos do Despejo do Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7236">sobre o despejo do Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7235">Ainda há pessoal concentrado junto à Rua da Fábrica Social</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7234">CMP manipula e mente aos Bombeiros, imaginem agora de onde vem a ética da gestão Rui Rio</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7233">Tensão junto ao es.col.a.</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7232">detenções e um jovem ferido</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7231">Destruição total do Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7230">LISBOA &#8211; Todos aos Rossio às 18h30</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7228">[Es.Col.A] Início do reconhecimento da destruição</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7227">video &#8221; hoje foi o 24 de abril &#8221; &#8211; na fontinha</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7224">relato na 1ª pessoa em directo da Fontinha</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7223">BE interpelou Governo sobre &#8220;desproporção&#8221; da intervenção no despejo do es.col.a.</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7222">Polícia impede apoiantes do Es.Col.A de aceder à Rua da Fábrica Social</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7221">outras noticias do despejo &#8211; ( 5 dias.net )</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7220">Câmara mandou bombeiros profissionais “sem farda e de cara tapada” para o despejo na Fontinha</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7219">concentração em frente à esquadra do heroísmo ( com fotos )</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7218">Câmara do Porto despeja e destrói Es.Col.A </a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/editorial/7217">Projecto Es.Col.A brutalmente despejado pela polícia</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7216">concentração de solidariedade com o es.col.a. em lisboa</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7215">solidariedade com o es.col.a.</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7213">noticiários sobre o despejo do es.col.a.</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7212">Fontinha despejada à força</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7211">Notícias sobre despejo do Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7210">[Es.Col.A] Do largo da Fontinha até à esquadra e depois até à Câmara</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7209">Es.Col.A volta a ser emparedado</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7208">Imagens do despejo da Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7207">[Es.Col.A] Carga policial em população</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7206">[Porto] Brutal força policial despeja Es.Col.A</a></div>
<div><a href="http://www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/7205">Todos à Es.col.a!!!</a></div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.squat.net/2012/04/20/projecto-es-col-a-brutalmente-despejado-pela-policia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Belo Horizonte (MG, Brasil) : Ameaçada de reintegraçao de posse, a comunidade Zilah Spósito resiste.</title>
		<link>http://pt.squat.net/2012/04/09/belo-horizonte-mg-brasil-ameacada-de-reintegracao-de-posse-a-comunidade-zilah-sposito-resiste/</link>
		<comments>http://pt.squat.net/2012/04/09/belo-horizonte-mg-brasil-ameacada-de-reintegracao-de-posse-a-comunidade-zilah-sposito-resiste/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 22:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brazil</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.squat.net/?p=129</guid>
		<description><![CDATA[A Comunidade Zilah Spósito Helena Greco constitui referência de luta e combatividade para a cidade de Belo Horizonte. Cerca de 130 famílias ocuparam terreno abandonado da Prefeitura – que não cumpria definitivamente sua função social – no início de 2011. A ocupação se apresentou como única alternativa para a conquista da moradia, uma vez que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.squat.net/2012/04/09/belo-horizonte-mg-brasil-ameacada-de-reintegracao-de-posse-a-comunidade-zilah-sposito-resiste/zilah-4-2/" rel="attachment wp-att-131"><img class="alignnone size-medium wp-image-131" title="Zilah 4" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/04/Zilah-41-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><em></em></p>
<p>A Comunidade Zilah Spósito Helena Greco constitui referência de luta e combatividade para a cidade de Belo Horizonte. Cerca de 130 famílias ocuparam terreno abandonado da Prefeitura – que não cumpria definitivamente sua função social – no início de 2011. A ocupação se apresentou como única alternativa para a conquista da moradia, uma vez que o projeto Minha casa minha vida não contempla aqueles que ganham de um a três salários mínimos.</p>
<p><span id="more-129"></span></p>
<p>Estas famílias ergueram aí, com as próprias mãos e os próprios recursos, suas casas. Transformaram um local deserto em uma comunidade viva onde as moradoras e os moradores preservam a natureza, constroem suas vidas e seus sonhos.</p>
<p>Desde então, esta comunidade tem sido alvo da política criminosa da Prefeitura de Belo Horizonte na sua ofensiva de aprofundar o projeto de privatização, higienização e militarização da cidade. Em outubro de 2011, houve a primeira tentativa de despejo: fiscais, gerentes e guardas municipais, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais, invadiram a ocupação, sem mandado judicial, com forte aparato bélico. Usaram spray de pimenta e terrorismo psicológico contra idosos, mulheres e crianças. Destruíram 27 casas de alvenaria, além de barracos de lona e moradias em início de construção. A resistência da comunidade garantiu a sua permanência no local.</p>
<p>Hoje, a situação é ainda mais grave: o mandado de reintegração de posse foi expedido, o que torna iminente o despejo destas 129 famílias, além de 300 outras circunvizinhas, algumas residentes no local há mais de 10 anos – são, portanto, 429 famílias atingidas, numa área de 31 mil metros quadrados! Estas pessoas não têm para onde ir. O objetivo do prefeito Márcio Lacerda é jogá-las nas ruas para entregar o terreno à sanha da especulação imobiliária.</p>
<p><a href="http://pt.squat.net/2012/04/09/belo-horizonte-mg-brasil-ameacada-de-reintegracao-de-posse-a-comunidade-zilah-sposito-resiste/zilah-3/" rel="attachment wp-att-132"><img class="alignnone size-medium wp-image-132" title="Zilah 3" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/04/Zilah-3-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><br />
Sabemos que os moradores vão resistir – trata-se, afinal, de suas vidas e seus sonhos! Sabemos também que a prática do governo municipal de Belo Horizonte em relação aos trabalhadores e aos movimentos populares é a da violência explícita: a Polícia Militar é acionada para agir como um exército em campo de batalha cujo objetivo é exterminar o inimigo – tudo em nome da propriedade e do capital. O juiz Alyrio Ramos, da 3ª Vara da Fazenda Municipal, que decidiu a questão contra a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco autorizou, inclusive, a demolição sumária das casas, o que envolve também a destruição dos pertences de seus moradores.</p>
<p>Temos, portanto, que unir forças com a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco para evitar todas estas arbitrariedades e garantir o direito básico de morar e viver dignamente. Temos que impedir um banho de sangue articulado pela prefeitura de Belo Horizonte, pelo governo do estado e pelo poder judiciário, que sempre dá ganho de causa para os poderosos.</p>
<p>A guerra generalizada contra os pobres – resultado do conluio entre o executivo, o legislativo e o judiciário tornou-se, aqui no Brasil, política de Estado. Este é o país dos massacres periódicos, que têm adquirido sistematicidade assustadoramente regular nas últimas décadas. Em janeiro deste ano, no Pinheirinho (São José dos Campos, SP), uma das maiores ocupações urbanas da América Latina, cerca de 9 mil trabalhadoras e trabalhadores foram despejados numa verdadeira operação bélica, tiveram suas casas destruídas e foram massacrados – houve mortos, feridos e casos de estupro executados pela Polícia Militar de São Paulo.</p>
<p>Em Belo Horizonte, consolida-se a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais. Além da Comunidade Zilah Sposito Helena Greco, estão na mira da prefeitura, do governo do estado e da especulação imobiliária as Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara. Sobre elas também pesa o mandado de reintegração de posse; ainda não foram despejas porque estão organizadas e têm resistido bravamente.</p>
<p>A única maneira de reverter este quadro é a nossa resistência e a continuidade da luta. Não podemos permitir que se repita a política genocida que levou a massacres como o dos Ianomâmis, de Eldorado de Carajás, de Corumbiara, de Acari, da Candelária, de Vigário Geral, do Taquaril, de Maio de 2006 em São Paulo, de Pinheirinho e dos Guarani-kaiová.</p>
<p>Fazemos nosso o lema das Comunidades Zilah Spósito Helena Greco, Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara:</p>
<p>Ocupar, resistir, construir!<br />
Todo apoio à Comunidade Zilah Spósito Helena Greco!<br />
Mexeu com a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco, mexeu com a gente!<br />
Abaixo a repressão!</p>
<p>Abaixo o prefeito Márcio Lacerda, o governador Anastasia, o juiz Alyrio Ramos e sua política criminosa contra a classe trabalhadora e os movimentos sociais!</p>
<p>Belo Horizonte, 14 de março de 2012</p>
<p><em>(Manifesto publicado na pagina Facebook  «  Zilah Resiste  » <a href="http://www.facebook.com/#%21/profile.php?id=100003598223644&amp;sk=info">http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100003598223644&amp;sk=info</a> )</em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Vidéo:<em></em></span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fbchdHZPqRk"><br />
</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fbchdHZPqRk">Zilah Resiste</a><br />
<em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.squat.net/2012/04/09/belo-horizonte-mg-brasil-ameacada-de-reintegracao-de-posse-a-comunidade-zilah-sposito-resiste/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São José dos Campos  (SP, Brasil): Ocupação Pinheirinho resiste em frente ao violento despejo.</title>
		<link>http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/</link>
		<comments>http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 23:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brazil</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.squat.net/?p=103</guid>
		<description><![CDATA[&#160; A comunidade do Pinheirinho se situa num terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, localizado em São José dos Campos (São Paulo), onde moram cerca de 10 mil pessoas desde 2004. O terreno, que pertence à empresa falida Selecta, do investidor Naji Nahas, se encontrava vazio há 30 anos antes de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/pinheirinho-conflito/" rel="attachment wp-att-106"><img class="alignnone size-medium wp-image-106" title="pinheirinho-conflito" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/01/pinheirinho-conflito-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><br />
A comunidade do Pinheirinho se situa num terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, localizado em São José dos Campos (São Paulo), onde moram cerca de 10 mil pessoas desde 2004. O terreno, que pertence à empresa falida Selecta, do investidor Naji Nahas, se encontrava vazio há 30 anos antes de ser ocupado por famílias pobres da região. À pedido da empresa, que deve cerca de 10 milhões em impostos à prefeitura de São José dos Campos, um processo contra a comunidade foi aberto.</p>
<p><span id="more-103"></span></p>
<p>No dia 22 de janeiro a ocupação « Pinheirinho » foi brutalmente desalojada. A ação foi protagonizada pela Polícia Militar sob as ordens do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.  Cerca de duas semanas antes do despejo, os moradores de Pinheirinho já se preparavam para se defender da ofensiva. Durante esse período, eles ergueram barricadas, improvisaram armas e escudos, e prometeram enfrentar a polícia caso o despejo forçado fosse, de fato, levado a cabo.</p>
<p>Pouco antes, no dia 17 de janeiro (terça-feira), a justiça federal ordenou deter a desocupação, enquanto a justiça estadual reclamava a incompetência dos tribunais federais para julgarem o caso. Apesar do conflito entre as decisões dos dois tribunais, as ordens do tribunal estadual foram cumpridas, configurando o que a Ordem dos Advogados do Brasil chamou de « quebra do pacto federativo ».</p>
<p>Com a decisão do tribunal estadual, a expulsão da comunidade « Pinheirinho » teve inicio no domingo (22) às 6 horas da manhã. Mais de 2 mil policiais e guardas civis metropolitanos chegaram ao local com um aparato de guerra. Eles utilizaram carro blindado para abrir caminho, seguido da Tropa de Choque e equipe da ROTA (tropa de elite de São Paulo). Dois helicópteros Águia também foram usados na  operação.</p>
<p><a href="http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/pinheirinho-2/" rel="attachment wp-att-105"><img class="alignnone size-medium wp-image-105" title="pinheirinho 2" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/01/pinheirinho-2-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p>Durante a resistência o que se viu foi uma ação violenta e repressiva da policia, em que cacetetes, balas de borracha e gás lacrimogêneo foram usados contra os paus e pedras dos moradores. Moradores responderam ateando fogo em veículos, inclusive em um carro da equipe da Rede Vanguarda, afiliada da rede globo. A resistência do Pinheirinho durou até o dia seguinte, quando os últimos moradores foram retirados de suas casas. 30 pessoas foram presas durante a operação, entre elas vários dirigentes de movimentos sociais. Segundo a mídia local, um homem foi baleado por arma de fogo e se encontra em estado grave. Os ocupantes testemunharam outros disparos de arma de fogo e vários feridos.</p>
<p>A prefeitura de Sao José dos Campos propôs aos moradores desalojados um abrigo provisório ao lado do Pinheirinho. Sem ter outra saída, muitos moradores foram para o abrigo. Revoltados, eles continuavam a reclamar pelos seus direitos, enquanto a policia militar entrava nos abrigos para espancar e « conter » a população, que já havia perdido suas casas.</p>
<p>Dentro do alojamento, assistentes sociais cadastravam as famílias. Crianças foram separadas de seus pais e mandadas para o conselho tutelar sob justificativa de não terem mais moradia. A Prefeitura também propunha como solução para os moradores originários de outras partes do país, sobretudo das regiões mais empobrecidas como o norte e nordeste, passagens para « retornar ao seu estado de origem ».</p>
<p>O terreno da comunidade Pinheirinho foi fechado logo depois da desocupação para o inicio da demolição. Do abrigo, os moradores podiam observar suas casas sendo destruídas, ainda com alguns de seus móveis dentro. Quase uma semana depois do desalojo, recebemos denúncias de torturas e de desaparecimentos. Algumas pessoas ainda procuram seus familiares, que foram vistos pela última vez durante os confrontos com a policia.</p>
<p>A grande mídia brasileira tratou de esquecer rapidamente o que houve em Pinheirinho.  Depois do desalojo, a notícia virou « caso passado ». Mas o que a mídia oficial não se pergunta é: o que aconteceu com os milhares de moradores de Pinheirinho que ficaram desabrigados? Muitos ainda esperam dentro de um alojamento provisório, à procura de parentes, amigos, pertences e sinais de alguma saída. Segundo os poderes oficiais a operação policial foi bem sucedida pois teria alcançado seu objetivo praticamente sem nenhum ferido. Os moradores de Pinheirinho contestam a versão das autoridades e expõem as marcas da violência policial através da internet e de mídias independentes. Para a comunidade de Pinheirinho, além das marcas e feridas dos corpos, doem as outras feridas, as de serem tratados como objetos descartáveis, e perderem seu verdadeiro abrigo depois de 8 anos.</p>
<p><a href="http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/pinheirinho1/" rel="attachment wp-att-104"><img class="alignnone size-medium wp-image-104" title="pinheirinho1" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/01/pinheirinho1-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Links:</span></p>
<p>Blog de apoio à ocupaçao Pinheirinho:</p>
<p><a href="http://solidariedadepinheirinho.blogspot.com/">http://solidariedadepinheirinho.blogspot.com/</a></p>
<p>Videos:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NdzbDwTjz6w">Ocupação Pinheirinho resiste bravamente a criminoso despejo em São José dos Campos, SP </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY">O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_ANqPpWsYBY">Pinheirinho: Moradores denunciam torturas e desaparecimentos após violento despejo </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.squat.net/2012/01/28/sao-jose-dos-campos-sp-brasil-ocupacao-pinheirinho-resiste-em-frente-ao-violento-despejo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Enquanto existirem propriedades vazias&#8230;</title>
		<link>http://pt.squat.net/2012/01/10/enquanto-existirem-propriedades-vazias/</link>
		<comments>http://pt.squat.net/2012/01/10/enquanto-existirem-propriedades-vazias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:20:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pt</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.squat.net/?p=22</guid>
		<description><![CDATA[http://mujinga.net/Squatts_baixa.pdf http://en.wikipedia.org/wiki/Squatting#Brazil http://squat.net/tag/brazil http://squatted.blogspot.com/2011/04/squatting-from-brazilian-perspective.html http://autogestao.org &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.squat.net/2012/01/10/enquanto-existirem-propriedades-vazias/squat-pt/" rel="attachment wp-att-23"><img class="alignnone  wp-image-23" title="squat-pt" src="http://pt.squat.net/wp-content/uploads/pt/2012/01/squat-pt-300x155.png" alt="" width="351" height="181" /></a></p>
<p><a href="http://mujinga.net/Squatts_baixa.pdf">http://mujinga.net/Squatts_baixa.pdf</a></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Squatting#Brazil">http://en.wikipedia.org/wiki/Squatting#Brazil</a></p>
<p><a href="http://squat.net/tag/brazil/">http://squat.net/tag/brazil</a></p>
<p><a href="http://squatted.blogspot.com/2011/04/squatting-from-brazilian-perspective.html">http://squatted.blogspot.com/2011/04/squatting-from-brazilian-perspective.html</a></p>
<p><a href=" http://autogestao.org/">http://autogestao.org</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.squat.net/2012/01/10/enquanto-existirem-propriedades-vazias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

