Porto (Portugal): A Travessa Okupada

Nova Ocupação na cidade do Porto
Travessa dos Campos 170 – Apareçam e partilhem

Decidimos ocupar um espaço abandonado há anos, onde nos possamos auto-gerir, sem hierarquias nem delegações, sem pedir autorização às instituições e sem negociarmos com elas, recusando assim qualquer tipo de autoridade por ser um obstáculo à livre expressão individual e colectiva e às livres relações sociais.

Num momento em que o Porto é devorado por obras faraónicas de limpeza social, é fundamental afirmar que não queremos portuenses elegantes e servis, cuja única função seja fazer parte do menu a ser devorado por imobiliárias, empresas e agências turísticas em ambiente limpo e pitoresco, desprovido de qualquer conflito social. Por isso, resolvemos organizar-nos a partir das contradições que nascem das profundas transformações quotidianas da nossa cidade. [Read More]

Setúbal (Portugal): 13-15 outubro, 17º Aniversário da C.O.S.A.

A 13 de Outubro do ano 2000, um grupo de jovens setubalenses decidiu tomar nas suas mãos a gestão de um espaço comunitário apartidário, aberto à expressão e acção livre, sem controlo externo, sem lucro, sem autoridade…
Okuparam um espaço abandonado transformando a apatia e o vazio em sonhos e experiências de liberdade, autonomia e auto-gestão.
Passaram 17 anos com largas dezenas de concertos, atliers, debates, exposições, todo o convívio, partilhas de conhecimentos e auto-aprendizagem, a intervenção política e social…
Passaram os vários políticos, comandantes das forças policiais, governadores civis, os processos judiciais, a repressão policial e as difamações nos jornais, passou tudo isto e a Casa Okupada resiste.
Passaram 17 anos e nem a polícia, nem os tribunais poderão apagar este capítulo da história insubmissa e rebelde setubalense.
São diversos os exemplos de Lutas daquelxs que deixaram de esperar milagres e tomaram o controlo das suas vidas nas suas próprias mãos, inspirando-nos mutuamente, e reinventando a capacidade de imaginarmos e criarmos colectivamente uma terra livre, solidária e combativa.

ESTES 17 ANOS JÁ NINGUÉM NOS TIRA! [Read More]

Lisboa (Portugal): Prédio é ocupado na região central da cidade

O número 69 da Rua Marques da Silva encontra-se ocupado.

A acção parte da iniciativa de um grupo de pessoas, sem qualquer filiação institucional, unidas pela vontade de dar vida a um imóvel abandonado.

Nos últimos anos, o direito a habitar na cidade de Lisboa tem sido alvo de diversos ataques. Num cenário de crise económico-financeira e de austeridade, a alteração da lei das rendas por parte do anterior governo veio permitir novas oportunidades de negócio a fundos de investimento e demais entidades especuladoras.
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Setúbal (Portugal): Comunicado da C.O.S.A. em luta!

Comunicado da C.O.S.A. (Casa Okupada de Setúbal Autogestionada) em luta!

Pedimos desculpa àquelxs que já se questionaram sobre isso devido à nossa falta de comunicação.

Continuando do ponto que fizemos com o último comunicado, o processo judicial que visa o despejo da C.O.S.A. [Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada], e ao qual nós decidimos apresentar defesa, teve no dia 28 de Abril uma audiência prévia.

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Porto (Portugal): Jornadas libertárias 02 a 11 de outubro

Propôr e apresentar umas Jornadas Libertárias, só pelo que significa cada uma destas palavras, é difícil, porque entre nós e o Outro as palavras alimentam fossos e tecem rupturas. Mas também aproximam e geram cumplicidades. O desafio germinou na periferia do nosso ser e estar durante a primavera de 2015, entre encontros e desencontros, afinidades e des-afinidades, como um corpo a corpo necessário e imprescindível.

As Jornadas Libertárias 2015 que pensámos, desde cedo, como um terreno exploratório, revelam-se uma necessidade e acabam por chegar ao Porto num momento em que são mais precisas: numa altura de oportunismos políticos feitos de aproveitamentos desviantes de várias questões que nos afectam o quotidiano. Este ar pestilento é destilado por uma crise co-produzida pelo capitalismo e pelo estado para perseguir o ciclo de gestão de todos os aspectos das nossas vidas, perpetuando o subterfúgio de uma ordem e organização social submissa, obediente e reprodutora de mecanismos autoritários.

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Sem Mestres, nem Chefes, o Povo Tomou a Rua. Lutas dos Moradores no Pós-25 de Abril

livro_sem_mestres“Sem mestres, nem chefes, o povo tomou a rua…” é a epígrafe do livro de José Hipólito Santos centrado nas lutas dos moradores no pós-25 de Abril, mas o autor não se fica pela documentação e análise detalhada desse aspecto do movimento popular que irrompeu por todo o território nos dias seguintes ao derrube da ditadura. Vai muito mais além, compondo nesta sua última obra um contributo importante para o entendimento do vivido naquele tempo em que Portugal se tornou “um ponto luminoso no mapa mundial”.

Os leitores que não viveram o período revolucionário têm, na leitura deste livro, uma ocasião para acercar-se a facetas da realidade de então, às quais a academia historiográfica não dá habitualmente grande importância, mais inclinada a fazer a história dos partidos e dos seus dirigentes, dos militares, dos grupos económicos, dos donos de Portugal ou dos sindicatos, enfim, daqueles que na verdade andaram a reboque dos acontecimentos. [Read More]

Lisboa: Espaço libertário ameaçado de despejo

Comunicado:

Caros companheiros,

A BOESG (Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral) é uma antiga biblioteca operária fundada no dia 1 de Janeiro de 1947, localizada na Rua das Janelas Verdes em Lisboa desde 1960. Com o passar dos anos, a BOESG foi acumulando um acervo riquíssimo de cerca de 6 mil livros, quer na área da literatura, quer em muitas outras áreas do saber. [Read More]

Porto (Portugal): Casa Viva – apelo a todas as amigas e a todos os amigos

Por muito que queira contrariar os vícios desta sociedade, a CasaViva ainda não conseguiu escapar às regras do mercado: ou paga contas ou morre. Para que continue a resistir, precisa de guito. Se quiseres ajudar, envia o que puderes para:

NIB 0010 00004694803 000122
IBAN PT50 0010 0000 4694803 0001 22
SWIFT CODE: BBPIPTPL
Banco: BPI

A CasaViva existe há quase sete anos, sempre irreverente, sempre contestatária. A cozinha comunitária, a horta, a biblioteca, o círculo de estudos artísticos, a cicloficina, a rádio, os concertos, a loja livre, o Pica-Miolos, os Ritmos de Resistência são projectos que aqui vivem, além de muitas outras iniciativas. Tudo sempre (quase) sem dinheiro, mas com a ajuda de muitxs amigxs!

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Lisboa (Portugal): Crónica do protesto anti-autoritário, solidário com as Ocupas de Grecia, NO TAV e ZAD

No sábado, 26 de Janeiro, entre as 14h 30 e as 18h, foi levado a cabo em Lisboa, um protesto anti-autoritário contra o capitalismo, fascismo e repressão, de solidariedade com os compas na Grécia e em todo o mundo e pela defesa dos espaços libertados. Em particular, no seu comunicado, abordavam-se o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário, a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes), a repressão dos movimentos indígenas, as repressões violentas de manifestações massivas por toda a Europa (caso da greve geral 14N) e o ataque policial a estudantes do ensino básico com gás lacrimogéneo, dentro de uma escola em Braga (Portugal). Uma chamada à luta, sem fronteiras.

Cerca de 1000 comunicados foram distribuídos à população e na manifestação de cerca de 30 000 professores. O desfile, com bandeiras negras e faixas terminou no Largo Camões cerca das 17h, onde se mantiveram concentrados por mais de uma hora, com a presença de compas solidários de várias partes do país, com distribuição de comunicados e informação à população. Um bom prenúncio para um Fevereiro Negro. [Read More]

Portugal: Meia centena no Porto contra o despejo da okupa de S. Lázaro

Polícia resolveu abordar pessoal já só restavam meia dúzia

Enquanto em Lisboa a polícia de intervenção perseguia, cercava, identificava e revistava 50 das 200 pessoas que ao fim da tarde de ontem se manifestavam contra o despejo da okupa de S. Lázaro ocorrido pela manhã; no Porto, idêntica manifestação em frente ao edifício da câmara municipal aconteceu sem interferências. A registar apenas o caricato incidente final dos agentes de autoridade se aproximarem a perguntar pelo “organizador” e a querer a identificação de uma pessoa, para fazer registo da ocorrência não solicitada. Restavam no local meia dúzia de pessoas, eram já nove da noite. Ninguém se intimidou, ninguém foi identificado. [Read More]