Salvador (BA-Brasil): Famílias na Ladeira da Preguiça ameaçadas de expulsão imediata

Moradores do imóvel nº 38 da Ladeira da Preguiça, no Centro de Salvador, estão sendo ameaçados de expulsão desde o dia 27 de março: a juíza Itana Eça Menezes de Luna Rezende deu liminar de reintegração de posse contra eles no processo 555641-05.2017.8.05.0001, reintegração de posse movida por uma certa Liduína Soares Missias que se diz dona do imóvel. Os moradores do imóvel reclamam terem sido procurados por um homem que se diz oficial de justiça, dizendo que se não saíssem em 48 horas “vocês vão sair daquele jeito”, ameaçando-os. Apesar de já haverem procurado a Defensoria Pública, que os defende na justiça, as famílias estão preocupadas e aterrorizadas, e não têm para onde ir.

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Salvador (Brasil): Centro antigo sangra e resiste

No último dia 02 de outubro, uma ação da Guarda Municipal na Ladeira da Preguiça, no Centro Histórico de Salvador, terminou em confronto enquanto moradores tentavam resistir a derrubada de um muro construído por um morador.

Segundo relatos, oito viaturas da guarda municipal e um carro com agentes da Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) chegaram ao local por volta das 15h30. “Eles desceram dos carros de arma em punho e disseram que iriam derrubar o muro que foi construído por um morador aqui da rua”, contou a dona de casa Eliane Lima. A Sucom pretende que o muro foi construído em área de propriedade da Santa Casa de Misericórdia da Bahia.

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Salvador (Brasil): Manifesto contra um PDDU racista e higienista

“Negam que aqui tem preto, negão
Negam que aqui tem preconceito de cor
Negam a negritude, essa negação”

Chico Cesar

Nós, Movimentos Organizados em torno da pauta da afirmação do Direito à Cidade, temos acompanhado, desde agosto de 2014, o processo de elaboração do Plano Salvador 500, de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano – PDDU e da Lei de Ordenamento de Uso e Ocupação do Solo – LOUOS.

Inicialmente gostaríamos de afirmar que este modelo de planejamento urbano não nos representa, funciona na verdade como uma grande “cortina de fumaça” para desviar o foco do que vem, ao arrepio do planejamento, acontecendo na cidade, sob a tutela de duas falsas prerrogativas: a participação popular e a equidade nos parâmetros de investimento.

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