Rio de Janeiro (Brasil): 18/06 – Ato da greve unificada dos professores contra os mais de 150 processos de exoneração de grevistas e a perseguição politica

“Paes e Pezão, Não aceitamos perseguição politica!”

Nesta quarta-feira, 18/06, mais uma vez os professores foram às ruas do Rio de Janeiro levar suas reivindicações, e protestar contra os processos de exoneração de mais de 150 professores da rede Estadual por conta da greve. A manifestação começou em frente à ALERJ, onde uma audiência publica para discutir os processos de exoneração estava marcada para este dia. Mais de mil pessoas estavam lá desde às 10h da manhã aguardando a audiência, que não aconteceu porque o funcionamento da ALERJ se encerrou ao meio diqfechou ao meio-dia por causa dos jogos da Copa do Mundo. Não bastasse essa Copa do Mundo ter roubado todos os investimentos que poderiam ser feitos na educação, por exemplo, e só ter trazido efeitos negativos e prejudiciais às população brasileira, ela ainda atrapalhou o andamento do processo da greve dos professores. Não é por acaso que a educação se encontra sucateada e os professores sem nenhuma condição de trabalho, enquanto os governos investem bilhões na Copa do Mundo e na compra de armamentos para fazer a segurança dos turistas.

Os mais de 150 professores da rede Estadual que estão para ser exonerados foram acusados de “abandono de trabalho” por terem entrado em greve, visto que a greve está sendo considerada ilegal pela justiça. Outros 51 professores da rede Municipal foram reprovados no estagio probatório por terem entrado em greve. Os professores estão lutando para que nenhuma pessoa seja demitida por estar exercendo o seu direito básico à greve. E impressionante que a justiça e os governos ainda tentem discutir a validade de uma greve que mobiliza centenas de professores, que tem reivindicações reais e conta com diversas manifestações e atividades de greve.

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Como não houve audiência publica, a única resposta obtida pelos professores foi uma promessa do ministério publico de conversar com o governo (poder executivo) sobre a situação dos professores que estão ameaçados. O sindicato dos professores alega que estes processos de exoneração são perseguições politicas aos grevistas e que não vão sair da greve por causa disso.

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A manifestação foi até a Candelaria pela Rua Primeiro de Março e virou até a Cinelândia pela Rua Rio Branco. Antes da saída, em frente à ALERJ, houve uma apresentação do MC PH Lima com o seu funk “O Bandido do Rio” (ouça aqui), feito especialmente para Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Uma pequena tensão com a policia ocorreu na Rua Rio Branco porque os manifestantes tomaram a pista inteira, jogando as barreiras de divisão das duas pistas no chão para fechar a rua.

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A GREVE UNIFICADA DOS PROFESSORES CONTINUA!

  Não  tem ARREGO!

Para mais informações sobre a greve ver o site do sindicato dos professores: SEPE RJ

Retirado de Autogestao.org