Porto Alegre (RS-Brasil): Rap marca passagem de um mês da ação policial na Ong Parrhesia

Orlando Vitor, da organização não-governamental Parrhesia, produziu um rap para marcar a passagem de um mês da ação policial contra a sede da entidade, localizada na Travessa dos Venezianos, Cidade Baixa, em Porto Alegre. No dia 25 de outubro, ele foi acordado por volta das cinco horas da manhã por um forte aparato policial que participava de uma operação contra grupos anarquistas acusados de formar uma “organização criminosa”. Na ação, Orlando Vitor teve os computadores com os quais trabalhava apreendidos pela Polícia e ainda não conseguiu reaver os mesmos.

Fundada em 2011, a Parrhesia é uma organização não-governamental que atua junto a movimentos sociais nas áreas de direitos humanos, cultura, educação e comunicação popular, premiada em 2013 e 2015 pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) por boas práticas em direitos humanos. [Read More]

Porto Alegre (RS-Brasil): Operação Érebo. A caçada contra anarquistas continua

No dia de hoje, 30 de novembro de 2017, a operação policial Érebo novamente atacou aos/as anarquistas. Invadiram algumas casas, roubando coisas e destroçando tudo que estava no seu caminho. Não sabemos muito bem se há mais espaços invadidos. A comunicação está precária já que não sabemos dos níveis da intervenção policial. E esta vez nada foi difundido na mídia.
Ainda quando a tempestade parecia ter se acalmado e não se tinham detidos nem informação sobre a operação, temos a certeza de que eles estão nos procurando. A diferença de outras razias, a operação Érebo parece ir devagar mas sem pausa.
Nós nos mantemos fortes, decididos/as e ainda nestas perseguições, a certeza do amor pela liberdade grita mais forte.
As mostras de apoio e solidariedade não faltam e as diferentes posturas do anarquismo tem se mantido firmes no seu rechaço a autoridade e no seu braço estendido aos/as companheiras/os. Isso nos fortalece.
Que se espalhe a notícia.
Braço estendido aos/as companheiras/os, punho fechado aos inimigos!
Procuremos que viva a anarquia!
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Belo Horizonte (MG-Brasil): Nova retomada de terras indígenas na região metropolitana

Nesta quinta-feira, dia 2 de novembro de 2017, mais de 20 famílias indígenas iniciaram uma retomada de terra na região metropolitana de Belo Horizonte, próximo ao município de Mario Campos. As margens do rio Paraopeba, próximo a um acampamento do Movimento Sem Terra, xs indígenas ocuparam uma reserva afim de preservá-la e garantir sua sobrevivência.

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Porto Alegre (RS-Brasil): Quando a anarquia incomoda. Comunicado da Biblioteca Kaos diante da perseguição contra anarquistas

Há muitas coisas para falar, mas iremos pelo mais urgente. O 25 de outubro começou uma perseguição anti-anarquista contra a FAG [Federação Anarquista Gaúcha], o Parhesia, a ocupação Pandorga e algumas individualidades que tiveram espaços e moradias invadidas pela polícia. Se não toda, provavelmente uma boa parte da diversidade anarquista foi atingida e várixs deles se pronunciaram desde suas concordâncias, com firmeza, diante da repressão. E isso é vento fresco que fortalece a todo aquele que se sinta em sedição.

Fica evidente que a mira dos agentes da repressão também aponta contra nós, contra as publicações que fizemos ou nas quais participamos. E é sobre isso que vamos a nos pronunciar. A cronologia da Confrontação Anárquica, tanto aquela que recolhe informação desde o 2000 até o 2015, quanto aquela que recolhe o acionar anárquico do 2016, são os livros que estão exibindo como “provas” de vandalismo, ataques, e atos criminosos. Dentre as múltiplas formas de procurar a liberdade que tem o anarquismo, esses livros falam da informalidade anárquica como um opção de acordo com o rosto da dominação atual. Ainda mais, esclarecemos que estes livros falam de ações que não são anarquistas só. O foco dos livros é a difusão de ações anárquicas. Para ser mais precisos, se difundem ações nas quais nós sentimos o aroma da anarquia. E entre o anarquismo e a anarquia há diferenças que podem ser delicadas mas que são importantes. [Read More]

Porto Alegre (RS-Brasil): Operação policial invade Ocupação Pandorga e diversos espaços libertários

Nesta quarta-feira, dia 25 de outubro, espaços libertários ou ligados a grupos anarquistas de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Viamão foram invadidos pela polícia e alvos de buscas e apreensões. Diversos materiais, incluindo faixas, livros, zines e computadores foram apreendidos enquanto 32 pessoas estão sendo investigadas acusadas de “tentativas de homicídio, uso de explosivo e formação de quadrilha” por estarem supostamente vinculadas à ataques realizados nos últimos anos contra viaturas e delegacias de polícia, bancos, edifícios ligados ao exército e sedes de partidos. Trata-se de mais uma tentativa, orquestrada pelos investigadores da polícia civil, de criminalizar e reprimir movimentos populares e autônomos.

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Porto Alegre (RS): Polícia invade residências e espaços de anarquistas na véspera da Feira do Livro Anarquista

A polícia civil gaúcha cumpriu na manhã desta quarta-feira (25 de outubro) diversos mandados de busca em residências e espaços coletivos na região metropolitana de Porto Alegre (RS) para coletar materiais para investigação. A polícia afirma que os endereços estão vinculados a um grupo que teria realizado ataques a viaturas, sedes de partidos políticos, delegacias, bancos e concessionárias de veículos. A ação foi truculenta e os policiais agrediram as pessoas que residem nesses espaços e levaram algumas delas para a delegacia.

Foram ao todo 10 mandados de busca e apreensão, onde foi apreendido material anarquista (cartazes, livros, faixas, etc.), máscaras de fantasia, latas de spray e outros objetos comuns, inclusive garrafas de plástico cheias de saco plástico, que a polícia relatou serem coquetéis molotov. Nem mesmo policiais são tão ignorantes a ponto de achar que pode-se fazer coquetéis molotov com garrafas plásticas e sem um líquido inflamável. De fato essas garrafas seriam utilizadas como tijolos ecológicos para bioconstruções. [Read More]

São Paulo (Brasil): Moradores tentam resistir à remoção no Parque Bristol

A ocupação de sem-teto situada entre as ruas Farid Miguel Haddad e Giácomo Cozzarelli, na região do Parque Bristol, na Zona Sul de São Paulo, foi removida esta manhã (dia 24 de outubro) pela Polícia Militar. Xs moradorxs, que já tinham sido avisadxs da reintegração de posse, tentaram resisistir até o final e atearam fogo em alguns pontos do bairro para impedir a entrada de Oficiais de Justiça e da PM.

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Seropédica (RJ-Brasil): Resistimos e seguiremos ocupando!

Balanço de duas semanas de okupação: resistimos e seguiremos ocupando!

Esta quinta-feira, dia 18 de outubro, completamos duas semanas de ocupação independente e autônoma na casa do vice-reitor na UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro ). Neste balanço, queremos parabenizar todos os companheiros que estão mantendo de forma autogestionária e agroecológica nossa ocupação, com divisão de tarefas de modo equilibrado e justo para todos e aproveitamento máximo, dentro das possibilidades, dos recursos disponíveis, de modo que não dependemos do apoio de quaisquer entidades, mas apenas de nós mesmos.

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Seropédica (RJ-Brasil): Casa do Vice-reitor da UFRRJ é ocupada

No início deste mês, estudantes ocuparam uma casa que pertence ao vice-reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ):


Okupa Rural: Nota de Ocupação da Casa do Vice-Reitor
Seropédica, 11 de Outubro de 2017

No final de setembro houve vazamento de um encanamento da CEDAE dentro do campus universitário da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Este vazamento acarretou em falta de água em todo o alojamento masculino e no bloco 1 dos alojamentos femininos, durante 4 dias. Diante disso, não houve nenhum posicionamento da reitoria no que se refere a tentar sanar o distúrbio que interfere num direito básico a sobrevivência. Na segunda-feira, dia 2 de outubro, alguns estudantes indignados com a situação decidiram ocupar a casa destinada ao reitor. Esta ocupação se inicia com a convocatória para um “banhaço” organizado por estudantes moradores dos alojamentos sem vínculos com o DCE.

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Itapetinga (BA-Brasil): Operação policial é realizada após ocupação de 13 fazendas

Uma operação policial foi deflagrada na semana passada, nos dias 2 e 3 de outubro, para desocupar 13 fazendas que tinham sido ocupadas recentemente por índios Pataxó Hã hã hãe e por sem-terra na região de Itapetinga, no sul da Bahia. Duas destas fazendas, as fazendas Esmeralda e Tabajara, pertencem ao ex-ministro Geddel Vieira Lima que foi preso em setembro de 2017 pela polícia Federal acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

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