Buenos Aires (Argentina): Ocupação da Villa Urquiza resiste!

Espaço comunitário gerido por assembleia autônoma do bairro Villa Urquiza, em Buenos Aires, recebe notificação de despejo na tarde de quinta-feira (22). A intimação estipula o prazo de dez dias para que a comunidade entregue o espaço, sob ameaças de responsabilização penal.

A “Asamblea de Vecinxs Autoconvocadxs de Villa Urquiza”, organismo gestor do espaço, convoca luta contra ameaça de despejo do espaço comunitário. Ocupado pela comunidade há 16 anos, o espaço autogestionado oferece atividades políticas e culturais para a vizinhança.

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Rio de Janeiro (Brasil): Policiais invadem encontro indígena na Aldeia Maracanã

No último dia 19/11, um grupo de três policiais à paisana (“P2”), armados, foi identificado na Aldeia Maracanã. Antes de serem visto com as armas, o trio já havia levantado suspeitas, sendo flagrado tirando fotos sem autorização e interrogando de forma ameaçadora um grupo de universitários. A invasão policial ocorreu no penúltimo dia do Coirem 2018 – Congresso de Intercultural de Resistência Maraka’nà, evento dedicado a denunciar a violência de Estado sofrida pelos povos tradicionais no Brasil e no mundo.

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Rio de Janeiro (Brasil): Militarização e resistência nas favelas e periferias

Reproduzimos aqui esta entrevista publicada originalmente no site Cartografia Noturna.

“Nós por nós”: militarização e resistência nas periferias do Rio de Janeiro


Há 5 anos atrás, em julho de 2013, o desaparecimento de Amarildo de Souza, pedreiro e morador da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, durante uma operação de repressão policial, suscitou uma onda de indignação no Brasil inteiro. Em março de 2018, o assassinato da vereadora Marielle Franco em pleno centro da cidade, que acabou de completar 7 meses, gerou uma nova onda de indignação pelo país. Estes dois crimes revelam os desafios enfrentados por aqueles que se organizam para combater a violência do Estado nas periferias do Rio de Janeiro. Durante os cinco anos que os separam, a violência policial nas favelas cariocas se intensificou drasticamente, agora com a presença sistemática do Exército nas comunidades. Por outro lado, diversos movimentos se consolidaram nestes territórios, juntando forças e construindo ferramentas para enfrentar esta violência.

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Campo do Meio (MG-Brasil): O acampamento Quilombo Campo Grande é ameaçado de despejo

Durante audiência realizada na tarde desta quarta-feira (7 de novembro), o Juiz Walter Zwicker Esbaille Junior mandou despejar as 450 famílias Sem Terra moradoras da usina falida de Ariadnópolis, em Campo do Meio-MG. Ele deu o prazo de sete dias para desfazer a ocupação.

Com essa decisão serão destruídos 1.200 hectares de lavoura de milho, feijão, mandioca e abóbora, 40 hectares de horta agroecológica, 520 hectares de café. Além disso, centenas de casas, currais e quilômetros de cerca serão derrubados. Essa ordem destruirá tudo o que as pessoas construíram em duas décadas de trabalho.

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Porto Alegre (RS-Brasil): Polícia invade Quilombo Lemos e ameaça moradores

Na manhã desta quarta-feira (07 de novembro) policiais da Brigada Militar fortemente armados invadiram o território do Quilombo Lemos em Porto Alegre e ameaçam os moradores do local. O quilombo é localizado na Avenida Padre Cacique número 1250 e é ocupado desde os anos 60.

A pedido do Asilo Padre Cacique policiais da Brigada Militares, mascarados, entraram no terreno ameaçando moradores e exigindo a saída das famílias que moram no local há 50 anos. Os policiais chegaram a cortar a água e a luz dos quilombolas. Estes resistiram e conseguiram a suspensão da operação, devido ao não cumprimento do protocolo de reintegração de posse e irregularidades no processo.

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Rio de Janeiro (Brasil): Os moradores da Vila São Jorge seguem resistindo após o despejo

Os moradores da Vila São Jorge, despejados em meados e junho ,continuam acampados e realizado periódicos fechamentos de rua para chamar a atenção e pressionar por seu direito à habitação. Pedem ajuda com doações e apoio de pessoas no local.

Como parte do ataque às ocupações urbanas e à luta por habitação, a ocupação Vila São Jorge, no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro), foi despejada em meados de junho, contrariando a expectativa do decreto municipal do prefeito Marcelo Crivella, que formou um grupo de trabalho para mapear e negociar desocupações, com reassentamento dos moradores. Dessa vez a prefeitura apenas prometeu conceder aluguel social, que já não compensa a perda material diante das perdas com tijolos, cimento e outros recursos para construção de casas no local.

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Belo Horizonte (MG-Brasil): Nasce a Ocupação Anita Santos

Há cerca de dois meses, um grupo de sem-tetos e população de rua ocupou um terreno situado no bairro Carlos Prates, ao encontro das avenidas Tereza Cristina e Nossa Senhora de Fátima. Dezenas de pessoas já estão morando no local e construindo suas moradias conquistando pela luta um espaço onde morar nesta cidade, resistindo apesar das ameaças da polícia que veio tentar intimidar os ocupantes. A ocupação foi batizada “Anita Santos” em homenagem à Anita Gomes dos Santos ex-moradora de rua e lutadora em defesa da população de rua que faleceu em 26/07/2017.

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Brasil: Incêndios e criminalização, ofensiva contra a luta por habitação

Depois de 8 anos de política de “pacificação policial” a Ocupação Chiquinha Gonzaga hoje é criminalizada por suspeita de narcotráfico em seu espaço.

No último 1º de Maio, dia de memória da classe trabalhadora, enquanto diversos setores da sociedade faziam suas atividades para lembrar a data, muitas pessoas foram surpreendidas com o incêndio da ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, em São Paulo. O fogo se espalhou e provocou o desabamento do prédio. Em torno de 150 famílias, ou 400 pessoas, viviam ali. O Corpo de Bombeiros confirmou quatro mortes, incluindo a de uma criança, ao menos 7 desaparecidos e 44 nomes de pessoas não localizadas, que estavam no cadastro da ocupação[1]. Até hoje, moradores estão sem solução e sem reassentamento.

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Rio de Janeiro (Brasil): A Ocupação Chiquinha Gonzaga resiste!

Segundo informações obtidas por moradores junto a Defensoria Pública, está sendo articulada a remoção da Ocupação Chiquinha Gonzaga entre prefeitura e Iterj (Instituto de Terras e Cartografia do Rio de Janeiro), depois do massacre midiático apresentado pelas reportagens da TV Globo. Chegou ao conhecimento do Nuth (Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria), um pedido de apoio ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) para a desocupação da Chiquinha.

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Setúbal (Portugal): Concentração em solidariedade com a C.O.S.A.

Passado 1 ano da última audiência prévia voltamos a juntar companheires, amigues e todas que estão solidárias com a C.O.S.A (Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada) para continuar a resistir. Na COSA não se toca. Vamos passar uns dias em grande descobrindo novas e reforçando velhas afinidades. Vão haver actividades, belo píteu, acções, exercício, música e tudo mais que desejarmos. Aparece sem medos e divulga!

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