Brasil: Chamado à construção de uma rede de solidariedade com as retomadas e lutas indígenas

CHAMADO À CONSTRUÇÃO NACIONAL DE COMITÊS DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS INDÍGENAS

Frente a continuação do cenário de aprofundamento do terrorismo de Estado, considerando o avanço do fascismo e dos discursos de ódio contra os povos indígenas, negros e quilombolas, população LGBT, mulheres e todo povo pobre, vemos a necessidade de expandir a construção de redes de apoio e unidades de proteção popular para defender a todos e todas que se levantam em resistência. A militarização das periferias urbanas e rurais avança a passos largos, a partir de um Estado Penal-Policial que provoca o acirramento da criminalização contra os que lutam. No Mato Grosso do Sul, os Guarani e Kaiowá combatem o Estado, a colonização e o capitalismo a 518 anos, e formam verdadeiras escolas de luta e autonomia nas trincheiras das retomadas de suas terras tradicionais. Esses territórios, onde nascem novos mundos, precisam ser defendidos pela solidariedade e apoio mútuo de todos aqueles que insurgem, do campo a cidade.

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Porto Alegre (RS-Brasil): Da Retomada da Ponta do Arado Velho à Tekoa Yjere… Força e Resistência Mbya Guarani

Enfrentando uma violência cotidiana os Mbya Guarani que retomaram sua terra ancestral na Ponta do Arado seguem resistindo aos ataques dos empresários da fazenda do Arado, todos respaldados pelas instituições estatais!

No mês passado, o processo que até então criminalizava os Guarani e todas as pessoas que os visitavam foi mandado para a justiça federal fazendo então cair as liminares que judicialmente isolavam os Guarani de qualquer forma de solidariedade.

Mesmo assim, é com muita alegria que desde a retomada, em junho do ano passado que os Guarani reabitam a ponta do Arado, devolvendo aos seres da floresta, à agua, às arvores, aos bugios, a alegria. Além disso, várias individualidades e grupos de pessoas solidarias com a retomada se organizaram para fortalecer a comunidade e tornar visível sua luta. Vigílias e visitas na comunidade foram organizadas, vídeos, blogs, textos e programas de rádio realizados e no dia 24 março aconteceu uma jornada solidária na praia de Copacabana que acolheu mais de 150 pessoas. [Read More]

Tuntum (MA-Brasil): Terra retomada há um ano atrás pelo povo Krenyê é regularizada pela FUNAI

O povo Krenyê recebeu nesta quarta-feira (27), das mãos do presidente da Fundação nacional do Índio (Funai), Franklimberg de Freitas, a escritura da Fazenda Vão Chapéu, que passa a se chamar Reserva Indígena Krenyê; criada em junho de 2018, contando com 8,35 mil hectares e localizada no município de Tuntum, no Maranhão. Os indígenas aguardaram pelo dia de hoje durante longos 15 anos e, para as lideranças Krenyê, só aconteceu porque houve mobilização do povo e seus aliados, caso da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Há um ano atrás, no dia 23 de fevereiro de 2018, os Krenyê realizaram uma retomada da Fazenda Vão Chapéu para pressionar a Funai a pagar a indenização e entregar a escritura ao povo. “A Funai fez um compromisso e não cumpriu, se a gente tivesse esperando a gente teria morrido. Nós não precisamos de cesta básica. A gente precisa da terra. Esse pensamento de ocupar é porque a gente não suporta mais”, protestou na ocasião o cacique Cwujkaa Krenyê.

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Vicente Dutra (RS-Brasil): Semana de mobilização no território Kaingang

Entre os dias 9 e 11 de maio, ocorreu uma jornada de mobilização no território indígena Rio dos Índios do povo Kaingang, perto de Vicente Dutra, no Rio Grande do Sul. Nesta ocasião, os indígenas plantaram quatro mil mudas de araucária em uma área que foi retomada de uma fazenda desde 2016. A araucária é uma árvore da região, atualmente quase desaparecida, e uma das bases da alimentação tradicional do povo Kaingang.

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Passo Fundo (RS-Brasil): Famílias Kaingang realizam retomada de terra

Um grupo de famílias Kaingang, reunindo cerca de 60 pessoas, iniciou na manhã de sábado (12) um processo de retomada de uma área localizada entre os municípios de Passo Fundo e Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul. As famílias vieram de acampamentos Kaingang instalados na região que vêm sofrendo repetidas ameaças e operações de despejo. No dia 15 de fevereiro deste ano, um grupo de 12 famílias Kaingang foi alvo de uma violenta operação de despejo por parte da Brigada Militar, que resultou em vários feridos por balas de borracha e motivou uma nota de repúdio por parte do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

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