Porto Alegre (RS-Brasil): Nasce a Okupa Pandemia!

Em tempos de doença global e o vírus da obediência se espalhando, irrompe no extremo sul de POA [Porto Alegre] um foco de resistência: a Okupa Pandemia. Estamos há pouco mais de duas semanas okupando uma lancheria abandonada desde 2007 (ao que se sabe), na orla do Guaíba, no bairro Lami.
Movidxs pela necessidade imediata de moradia e pela gana de afrontar o sistema que intensifica cada vez mais seu controle e repressão de maneira astuta e sutil – ou nem tanto -, decidimos levar adiante essa movida mesmo com poucas pessoas dispostas a morar no imóvel… Conscientes das dificuldades que isto implica, temos contado com o apoio de individualidades desde a entrada no local, mas que não conseguem estar presentes fisicamente todo o tempo.
A chegada no local (domingo, 25 de Maio 2020) foi tranquila, dada as condições de fácil acesso e sem empecilhos. Não havia portões, grades, correntes, cadeados etc.!!!
Após quase três dias de aparente desinteresse na propriedade, surgiu o proprietário acompanhado de um capanga se dizendo sargento (quarta, 27)… Na primeira abordagem deram a imagem de que eram compradores e já estavam negociando o imóvel, dando um ultimato para sairmos. Porém, ficamos.
Em seguida voltaram em seus verdadeiros personagens sociais, tentando nos intimidar e ameaçar e, dada a recusa de sair, chamando o aparato repressivo do Estado. Chegaram os gambé, com sangue nos olhos e a vontade típica de quebrar algo ou alguém. Com a intervenção de duas vizinhas, conseguimos evitar uma retirada a pau e nos foi dado um prazo de uma semana para sairmos. Com o primeiro confronto vencido, continuamos na Okupa. [Read More]

Berlim: “Ocuparemos…

…até que não tenhamos que fazê-lo mais”, costumávamos escrever. Geralmente ocupamos casas em Berlim, muitas foram evacuadas de novo. Mas agora a situação é diferente. Em tempos de “crise”, esta frase pode estender-se a um chamado: “Tens que se unir – em toda Europa!”

O Covid-19 está se estendendo por mais e mais áreas do mundo e resulta que o assim chamado estado de catástrofe é a regra. Porque ali, onde as pessoas são chamadas pelo supostamente necessário e estrito estado paterno: “Fique em casa”, nem todo mundo tem casa. Como se isso não fosse suficiente, o próprio estado aumentou o número de pessoas sem lar, desalojando-as. Ao mesmo tempo está fechando os alojamentos precários, que os desamparados necessitam para um pouco de pão, água e sabão. Em sua dupla moral, nos exorta patriarcalmente: “Cuidado com a higiene!”

“Evitar o contato social!” é o que os governos nos pedem que façamos. Mas, para onde deveriam retirar-se os refugiados quando estão apinhados em campos e prisões de deportação nas fronteiras exteriores da Europa e na periferia alemã? Ao lado de tirar-lhes seus direitos humanos – como o asilo, a liberdade de movimento e a moradia – também ficaram privados da possibilidade de proteger-se eficazmente contra o Covid-19. [Read More]

Belo Horizonte (Brasil): Natal Sem Compras na Kasa Invisível

Ano após ano, o Mercado, essa “entidade” tão glorificada, se alegra com a chegada de sua principal festa de consumo. O Natal. A maior parte da população, cada vez mais precarizada, é carregada por uma maré de propagandas, ofertas e preços parcelados em 200x sem juros.

Enquanto isso, vemos diante de nossos olhos, mais e mais gente sendo empurrada a viver nas ruas da cidade. Cresce o numero de pessoas desempregadas e em relações de trabalho cada vez mais precarias. Quem é rico, cada vez mais rico. Quem é pobre, cada vez mais pobre.

Ressoando a movida internacional por um Natal Sem Compras, o Coletivo Kasa Invisível convida a todos e todas da cidade, das comunidades, coletivos, movimentos, vizinhança, quilombos e favelas para um encontro solidário, de partilha e troca em nossa kasinha. Lembrando que o apoio mútuo, a solidariedade devem ser exercitados todo o ano, e não só em dezembro.

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Atenas: da teoria à prática – uma resposta inicial – 15 prédios liberados

Todo o mecanismo estatal do governo Mitsotakis, liderado por suas forças repressivas, se opõe a qualquer coisa que desafie suas imposições de normalidade. Ele usa a doutrina da “lei e ordem” e a retórica de tolerância zero como um véu para encobrir e tirar a atenção de suas intermináveis inconsistências. Alimenta seus constituintes com a retórica de nação, segurança, legitimidade e desenvolvimento, adotando modelos de polarização e paradigmas de épocas passadas. O objetivo é claro: a tentativa de erradicação das estruturas de luta e a destruição do movimento revolucionário, que se opõe a seus planos de desenvolvimento e a qualquer modelo da chamada gentrificação urbana.

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Pelotas (RS – Brasil): dez anos da Okupa 171

Há 10 anos atrás foi okupada esta kasa! E ao longo de todos estes anos, muitas koisas aconteceram, muita gente ja passou…Muita resistência, muita autonômia….Aprendemos e trokamos todxs xs dias, experimentando outras formas de viver, livres dos valores do sistema capital que domina e em busca por rupturas….Não temos receitas prontas para Anarkia, a construção e diaria e coletiva… entre erros e acertos, nos fortalecendo com as experências…
Estamos em konflito permanente kontra toda opressão..

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Eunápolis (BA-Brasil): Camponeses se revoltam contra seguranças de latifundio

Seis carros incendiados e um “segurança” ferido; criminalização dos camponeses sem terra que se defenderam de modo legítimo; inquérito policial e ampliação do latifúndio. Esse foi o resultado de um ataque de “vigilantes patrimoniais” a um grupo de pequenos agricultores despejado da Fazenda Esperança e Mutum, no distrito de Barrolândia, zona rural de Belmonte, no extremo Sul baiano.

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Belo Horizonte (Brasil) : Dez anos de ocupações urbanas!

Dez anos atrás, um terreno não construído foi ocupado por centenas de famílias no bairro Céu Azul, criando a ocupação Dandara, uma das maiores ocupações urbanas organizadas do país. Esta ação ocorria pouco tempo após a ocupação de outros terrenos no Barreiro – criando as comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy – primeiros passos de uma série de ocupações de terras urbanas nesta região da cidade.

Tais episódios marcaram o início de um ciclo de retomada do território urbano em Belo Horizonte com diversas formas e estratégias:  ocupações de terrenos urbanos na periferia resultando em bairro autoconstruídos e autogestionados – do Barreiro à Pampulha e de Contagem à Santa Luzia, ocupações de prédios na região central na luta por moradia – da ocupação Zezeu Ribeiro/Norma Lucia à Ocupa Vicentão ou ainda ocupações de edifícios para criar centros sociais e culturais autogeridos – do Espaço Comum Luiz Estrela à ocupa feminista Tina Martins passando pela libertária Kasa Invisível – sem esquecer dos recentes acampamentos de sem-terra em São Joaquim de Bicas ou da retomada de terra indígena Naô-Xoan, também na Região Metropolitana de BH…

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Novo Hamburgo (RS-Brasil) : Jornada de resistência anti-despejo na okupa Viúva Negra

Segue a programação da “Jornada do Fim do Mundo” – Semana de resistência anti-desalojo na okupa Viúva negra, em Novo Hamburgo (RS):

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Porto Alegre (RS-Brasil): Ocupação Baronesa resiste!

A okupa Baronesa tem resistido às pressões da prefeitura e da brigada militar há cerca de três meses. Hoje, das 10 famílias que inicialmente ocuparam o imóvel abandonado pela prefeitura na esquina da rua 17 de Junho com a Baronesa do Gravataí, 3 resistem ao desalojo e fixaram seu acampamento na calçada, em frente à okupa. A reintegração de posse ocorreu no dia 7 de junho, uma sexta-feira.

Desde o dia 18 de março, 20 adultos e 17 crianças ocuparam o prédio e promoveram melhorias no espaço do imóvel, acabaram com infestação de ratos e com focos de mosquito da dengue além de trazerem paz e sossego para a vizinhança. Os seis sobrados que compõe o espaço ocupado, antes das famílias chegarem, eram utilizados como ponto de encontro de usuários de drogas e como depósito de objetos furtados. [Read More]

Manaus  (Brasil) : Reocupação de terreno após tentativa de remoção

Na zona oeste de Manaus, no bairro Tarumã, a Polícia militar, apoiada pela Ronda Ostensiva  Cândido Mariano (Rocam), Força Tática e Cavalaria, iniciou uma operação de remoção contra mais de 600 famílias que ocupam um terreno há mais de três meses. A comunidade, que inclui 14 famílias indígenas, havia ocupado esta área – parcialmente desmatada e devastada pelo garimpo – por necessidade de moradia e com o intuito de preservar as nascentes de igarapés que existem na área. « Nós precisamos de moradia digna e portanto nós precisamos desta terra », afirma Elizete, integrante da comunidade.

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