Lisboa (Portugal) : Solidariedade com a Travessa despejada no Porto

A Assembleia de Ocupação de Lisboa (AOLX) envia toda a sua solidariedade e apoio para a Ocupação A Travessa, brutalmente despejada no Porto nesta segunda-feira, dia 16 de Outubro. Este despejo, como tantos outros que ocorrem nas nossas cidades, apenas nos fortalece na convicção de que, diante do modelo lucrativo de cidade que se está a impor, é necessário ocupar cada espaço vazio. A cidade é de cada um de nós – por mais que alguns a queiram vender a qualquer preço. Esperamos que esta ocupação seja mais um passo na conquista da cidade do Porto pelos seus moradores. Não se pode despejar uma ideia, nem forçar que os sonhos permaneçam muito tempo por trás das grades.

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Fay-de-Bretagne (França): Mensagem de solidariedade após o despejo da Travessa no Porto

Ontem, a ocupação L’Ancre Noire, situada nos arredores da ZAD de Notre Dame des Landes, na França, publicou esta mensagem e colocou uma faixa em solidariedade com a ocupação A Travessa que foi despejada no Porto esta segunda-feira e com as ocupações em Portugal em geral:

Fora o turismo, okupa tudo! Solidariedade com xs okupas de Porto

Nesta manhã (16 de outubro 2017) acordamos revoltados pelo sentimento de impotência diante do despejo do espaço ocupado na semana passada no centro da cidade do Porto, A Trâvessa. Porto e seu centro histórico invadido pelo turismo de massa enquanto suas periferias continuam miseráveis, sempre será a metrópole impossível do norte do Estado – pelas suas ruas, seus aspectos selvagens, suas ilhas, seus pequenos bairros incrustados há séculos nos becos sem saída… Locais onde os turistas não se arriscam por medo dos gunas e pela ausência de ponto de informação.

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Porto (Portugal): A Travessa Okupada

Nova Ocupação na cidade do Porto
Travessa dos Campos 170 – Apareçam e partilhem

Decidimos ocupar um espaço abandonado há anos, onde nos possamos auto-gerir, sem hierarquias nem delegações, sem pedir autorização às instituições e sem negociarmos com elas, recusando assim qualquer tipo de autoridade por ser um obstáculo à livre expressão individual e colectiva e às livres relações sociais.

Num momento em que o Porto é devorado por obras faraónicas de limpeza social, é fundamental afirmar que não queremos portuenses elegantes e servis, cuja única função seja fazer parte do menu a ser devorado por imobiliárias, empresas e agências turísticas em ambiente limpo e pitoresco, desprovido de qualquer conflito social. Por isso, resolvemos organizar-nos a partir das contradições que nascem das profundas transformações quotidianas da nossa cidade. [Read More]

Lisboa (Portugal): Prédio é ocupado na região central da cidade

O número 69 da Rua Marques da Silva encontra-se ocupado.

A acção parte da iniciativa de um grupo de pessoas, sem qualquer filiação institucional, unidas pela vontade de dar vida a um imóvel abandonado.

Nos últimos anos, o direito a habitar na cidade de Lisboa tem sido alvo de diversos ataques. Num cenário de crise económico-financeira e de austeridade, a alteração da lei das rendas por parte do anterior governo veio permitir novas oportunidades de negócio a fundos de investimento e demais entidades especuladoras.
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Lisboa: Espaço libertário ameaçado de despejo

Comunicado:

Caros companheiros,

A BOESG (Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral) é uma antiga biblioteca operária fundada no dia 1 de Janeiro de 1947, localizada na Rua das Janelas Verdes em Lisboa desde 1960. Com o passar dos anos, a BOESG foi acumulando um acervo riquíssimo de cerca de 6 mil livros, quer na área da literatura, quer em muitas outras áreas do saber. [Read More]

Lisboa (Portugal): Crónica do protesto anti-autoritário, solidário com as Ocupas de Grecia, NO TAV e ZAD

No sábado, 26 de Janeiro, entre as 14h 30 e as 18h, foi levado a cabo em Lisboa, um protesto anti-autoritário contra o capitalismo, fascismo e repressão, de solidariedade com os compas na Grécia e em todo o mundo e pela defesa dos espaços libertados. Em particular, no seu comunicado, abordavam-se o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário, a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes), a repressão dos movimentos indígenas, as repressões violentas de manifestações massivas por toda a Europa (caso da greve geral 14N) e o ataque policial a estudantes do ensino básico com gás lacrimogéneo, dentro de uma escola em Braga (Portugal). Uma chamada à luta, sem fronteiras.

Cerca de 1000 comunicados foram distribuídos à população e na manifestação de cerca de 30 000 professores. O desfile, com bandeiras negras e faixas terminou no Largo Camões cerca das 17h, onde se mantiveram concentrados por mais de uma hora, com a presença de compas solidários de várias partes do país, com distribuição de comunicados e informação à população. Um bom prenúncio para um Fevereiro Negro. [Read More]

Lisboa precisa de espaços autónomos

A gentrificação e a especulação imobiliária, levando ao aumento das rendas, constituem uma das principais ameaças a projectos emancipatórios que constroem alternativas ao capitalismo. A cidade de Lisboa é vítima destes processos, preenchendo-se cada vez mais com escritórios, bancos, sedes de grandes empresas e condomínios privados. Nos antípodas da cidade estéril e corporativa que os especuladores promovem encontram-se os espaços autónomos. Recentemente, Lisboa foi privada de vários espaços autónomos, tais como o Grémio Lisbonense, a Crew Hassan ou o Centro Social do GAIA na Mouraria. O despejo ou encerramento destes espaços constituem um ataque não só a quem desenvolve projectos nestes espaços, mas a também a todo o movimento social e cultural da cidade. [Read More]