Salvador (BA-Brasil): Leilão de terrenos favorece especulação imobiliária e gentrificação

Leilão de terrenos favorece especulação imobiliária e gentrificação no Centro Antigo de Salvador

Mais um caso de especulação imobiliária no Centro Antigo de Salvador. No dia 24/10/18, dois terrenos localizados no Bairro 2 de Julho, com vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos, serão leiloados, após anos de abandono e degradação. Há um temor de que os terrenos sejam destinados para a construção de empreendimentos de alto padrão, já que esse projeto existe desde 2012. Isso fortaleceria projetos de elitização da área, inclusive a partir da atuação do poder público, que pode impactar inquilinos, ocupantes e trabalhadores de baixa renda. Os moradores do bairro, assim como os movimentos de defesa do direito à cidade, defendem que os terrenos sejam utilizados para atender parte da demanda social da comunidade.

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Salvador (BA-Brasil): Famílias na Ladeira da Preguiça ameaçadas de expulsão imediata

Moradores do imóvel nº 38 da Ladeira da Preguiça, no Centro de Salvador, estão sendo ameaçados de expulsão desde o dia 27 de março: a juíza Itana Eça Menezes de Luna Rezende deu liminar de reintegração de posse contra eles no processo 555641-05.2017.8.05.0001, reintegração de posse movida por uma certa Liduína Soares Missias que se diz dona do imóvel. Os moradores do imóvel reclamam terem sido procurados por um homem que se diz oficial de justiça, dizendo que se não saíssem em 48 horas “vocês vão sair daquele jeito”, ameaçando-os. Apesar de já haverem procurado a Defensoria Pública, que os defende na justiça, as famílias estão preocupadas e aterrorizadas, e não têm para onde ir.

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Lisboa: Rock in Riot – Ocupar a rua, reclamar a Cidade!

A modernização de Lisboa nas últimas décadas tem vindo a redesenhar o território metropolitano enquanto um gigantesco negócio. Os espaços que outrora eram vividos colectivamente estão agora reconfigurados enquanto mero meio de criar dinheiro e as infraestruturas que visavam organizar a vida colectiva parecem agora apenas organizar a velocidade das interacções económicas.

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Porto Alegre (RS-Brasil): Flores do Mal

Um relato sobre a Biblioteca Kaos, a família Chaves Barcellos Wallig e a gentrificação de Porto Alegre.

Recentemente, a Biblioteca Anárquica Kaos ocupou uma casa abandonada há décadas no Centro Histórico de Porto Alegre. O imóvel, assim como um conjunto de imóveis que o cercam, pertence a uma das famílias mais ricas e tradicionais da capital os Chaves Barcellos / Wallig¹. Embora as construções sejam tombadas, seus proprietários planejam demolí-la para ali fazerem novos empreendimentos. Isso explica o abandono dos imóveis, pois como é proibido demolí-los, seus donos simplesmente os abandonam até que caiam pela ação do tempo.

O pai, João Wallig Filho, pretende construir ali um edifício garagem, enquanto seu filho, o arquiteto João Felipe Chaves Barcelos Wallig quer fazer um complexo de contâineres, com restaurantes vegetarianos, feira orgânica e outras coisas destinadas ao público jovem. Nenhum dos projetos pretende preservar as construções históricas. [Read More]

Ocupar com k. Os squatters invadem espaços abandonados para contestar o capitalismo e a cultura de massa

casa okupada em Curitiba

O termo “gentrificação” é usado para explicar um importante mecanismo de manutenção de espaços ociosos, sobretudo nas regiões centrais das grandes cidades. São transformações que tem como fim recuperar o valor de áreas específicas, almejando enobrecê-las. Em resposta a esse jogo de interesses, o movimento squatter desafia as políticas excludentes ligadas à especulação imobiliária. Seu método são as ocupações.

A prática não é recente. O movimentonasceu na Europa dos anos 1960, propondo, como alternativa à falta de moradia, a ocupação de casas, apartamentos e prédios desocupados ou abandonados em razão da especulação. A partir da década de 1980, essa modalidade de luta urbana estreitou vínculos com a cultura punk e o anarquismo. Essa aliança político-cultural fez germinar diversos centros de atividades sociais. [Read More]

Lisboa precisa de espaços autónomos

A gentrificação e a especulação imobiliária, levando ao aumento das rendas, constituem uma das principais ameaças a projectos emancipatórios que constroem alternativas ao capitalismo. A cidade de Lisboa é vítima destes processos, preenchendo-se cada vez mais com escritórios, bancos, sedes de grandes empresas e condomínios privados. Nos antípodas da cidade estéril e corporativa que os especuladores promovem encontram-se os espaços autónomos. Recentemente, Lisboa foi privada de vários espaços autónomos, tais como o Grémio Lisbonense, a Crew Hassan ou o Centro Social do GAIA na Mouraria. O despejo ou encerramento destes espaços constituem um ataque não só a quem desenvolve projectos nestes espaços, mas a também a todo o movimento social e cultural da cidade. [Read More]