Grécia: Ações e apoios em todos os continentes. “Não toque em Exarchia!”

As mensagens nos chegam do Brasil, França, Austrália, Espanha, Argélia, Canadá, Alemanha, Japão, Bélgica, Uruguai, Eritreia, Escócia, Hong Kong, México, Itália, Argentina, Portugal, Tunísia, Suíça, Chile, Países Baixos, Estados Unidos…
A tal ponto, que será melhor contar os países dos quais não se tenha recebido nada: Mônaco, Vaticano, Luxemburgo, Ilhas Cayman, Liechtenstein… [risos]
Não posso publicar tudo aqui e agora, entre outras correrias e emergências, mas no momento aqui vai um pouquinho sobre as últimas notícias.

Várias embaixadas e consulados da Grécia ou fundações privadas gregas que apoiam o novo primeiro ministro foram alvo de ações: vidros quebrados e pixações desde Nantes no consulado e em Montevidéu; concentrações diante de muitos consulados e embaixadas, especialmente em Bordeaux e Lion. Apoio do St. Pauli, o famoso time de futebol antifascista de Hamburgo. Mobilizações e sentadas em muitas cidades, como em Glasgow, na Escócia. Mensagens com hashtags de Melbourne, na Austrália, ou com cartazes em Colonia, na Alemanha. Aviso da CNT francesa que identifica a lista de embaixada e consulados honorários em todas as regiões da França para organizar concentrações de apoio. Criações artísticas de todo tipo em apoio a Exarchia. Ações performáticas na Bretanha, no bosque ocupado de Osterholz em Wuppertal, na Alemanha. No alto de um edifício de Madrid, na Espanha, em Viena, na Áustria, em Saillans na Drôme, em Martigues perto de Marselha, na Reole em Gironda. Ataques contra vários edifícios e veículos relacionados com o poder na Grécia, especialmente o escritório de um deputado do partido Nova Democracia em Patras. Hashtags contra a operação “Lei e Ordem” um pouco em todas as partes. Textos de apoio na imprensa independente, por exemplo em Politis. Etc. Etc. Etc. [Read More]

Grécia: o Estado e os fascistas de mãos dadas contra anarquistas e imigrantes

Enquanto o ataque ao bairro rebelde e solidário de Atenas acaba de começar na segunda-feira (26/08), as máscaras caem!

Sim, você leu corretamente: entre outros, são policiais [foto] usando distintivos fascistas que iniciaram a “limpeza de Exarchia”. Não escondiam sua pertença e não deixavam de ser zelosos.

Enquanto o [partido] Aurora Dourada está desaparecendo, derrotado nas ruas por grupos antifascistas, suas instalações fecham uma após outra, sua sede principal estará à venda em breve, seu bairro favorito foi abandonado e as demissões de seus líderes chovendo desde a perda de todos os seus assentos no parlamento, algo ainda permite que os neonazis se alegrem: o ataque do Estado grego contra o bairro libertário e antifascista, onde muitos imigrantes vivem livremente.

Esta é uma verdadeira vingança para os neonazis gregos, alguns dos quais trabalham na força policial e às vezes se reconhecem através de sinais que se referem diretamente à mitologia do Aurora Dourada. É um momento excepcional para participarem do ataque ao bastião antiautoritário de Atenas. [Read More]

Grécia: Repressão, polícia grega desaloja quatro espaços ocupados por migrantes em Exarchia

Mais de 100 pessoas, em sua maioria migrantes, foram detidas no início da manhã desta segunda-feira (26/08) em espaços ocupados, como parte de uma grande operação policial no bairro de Exarchia, em Atenas.
Várias dezenas de agentes despejaram pelo menos quatro casas ocupadas de refugiados e migrantes neste bairro anarquista da capital grega.
O novo governo direitista de Kyriakos Mitsotakis prometeu “colocar em ordem” Exarchia, enviando à polícia ao bairro.
Este bairro no coração de Atenas é palco de inúmeros projetos anarquistas e de frequente confrontos entre grupos anarquistas e agentes da lei, particularmente após a morte do jovem anarquista Alexis Grigoropoulos nas mãos de um policial em 2008, o que levou a vários dias de tumultos.
No final de julho passado, o oficial condenado pela morte de Alexis foi libertado após uma redução de pena.
O novo prefeito de Atenas, Costas Bakoyannis, que tomou posse neste domingo (25/08), também prometeu fazer da segurança seu principal objetivo, acusando o governo anterior de “tolerância” contra o vandalismo de certos grupos anarquistas.
A solidariedade é nossa arma. Não passarão! [Read More]

Grécia: Novos e velhos senhores

Parte 1: O ataque repressivo.

Quatro anos e meio depois que o Syriza herdou a revolta nacional contra a ditadura de austeridade do FMI e uma agonia se estabeleceu no país, a direita, sob a liderança do partido Nova Democracia, mais uma vez mantém as alavancas do poder político em suas mãos. No programa governamental imediato dos “seis pilares”, a “restauração da ordem pública” desempenha um papel central. Há dias, unidades policiais fortemente armadas patrulham o centro de Atenas.

Até o final do ano, 1500 novos empregos para policiais extras serão criados, o que beneficiará principalmente as unidades de contrainsurgência. As unidades DELTA, notórias por sua brutalidade, também estão sendo remontadas. Seu desmantelamento foi uma das poucas promessas eleitorais mantidas pelo Syriza. Recursos adicionais para a logística da polícia serão disponibilizados em uma base para este propósito e uma modernização abrangente da frota de veículos está na agenda para o próximo ano. [Read More]

Atenas (Grécia): As ocupações de Exarchia se preparam para resistir!

Segundo as recentes declarações das autoridades, o novo governo grego, representado pelo conservador Kyriakos Mitsotakis, estaria preparando uma ampla operação repressiva contra as ocupações e os espaços autônomos do bairro de Exarchia, em Atenas. Nestes últimos dias, a Ocupação Notara 26 e outros espaços tiveram a eletricidade cortada, o que pode anunciar tentativas de despejo nos próximos dias, segue um comunicado postado pelo anarquista Yannis Youlountas neste fim de semana sobre a situação no local:

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Boa Vista do Tupim (BA-Brasil) : Acampamento Mãe terra é despejado

Na manhã dessa terça- feira, dia 11 de junho, cerca de 80 famílias oriundas da reforma agrária que estavam acampadas no acampamento Mãe Terra, localizada no município de Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, sofreram despejo.

Anteriormente chamada de Santa Fé, a fazenda foi ocupada em 2011 pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que, em conjunto com a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), começaram o processo de compra e venda da fazenda.

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Porto Velho (Brasil): resistência e violência policial durante operação de remoção

Nesta segunda-feira, policiais militares cumpriram uma ordem de despejo contra 4 moradores no bairro Jardim Santana, setor chacareiro, em Porto Velho, no Estado de Rondônia.
A comunidade em volta se comoveu com a situação e cerca de 70 pessoas tentaram impedir a ação dos policiais que utilizaram balas de borrachas, bomba de efeito moral e gás de pimenta. Algumas pessoas passaram mal ao inalar. Entre elas, duas crianças, uma de 8 e outra de 14 que foram encaminhadas a UPA leste.

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Brasil: violência cresce contra terras indígenas, sem-terra e ocupações

Com a vitória do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro para presidência, os tempos anunciam um crescimento da repressão e violência contra sem-terra, indígenas, ocupações e contra todos os territórios e espaços conquistados através das lutas sociais. De fato, o ex-capitão do exército sempre demonstrou sua proximidade com os latifundiários da bancada ruralista e lobbies do agronegócio, se colocando como representante e porta-voz de seus interesses.

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Curitiba (PR – Brasil): Repressão policial e incêndio criminoso na Ocupação 29 de março

“Eles chegaram correndo e marchando igual exército, todos encapuzados, depois disso, a favela virou cinza”, denunciou um dos moradores da ocupação 29 de Março, que fica no bairro de Vila Corbélia, Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ao todo, aproximadamente duzentas casas se perderam no incêndio, que aconteceu entre o fim da noite de sexta-feira (7/12) e a madrugada deste sábado (8/12).  Em todos os relatos dos moradores, o começo do fogo é atribuído à ação da polícia militar do Paraná.

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Rio de Janeiro (Brasil): Policiais invadem encontro indígena na Aldeia Maracanã

No último dia 19/11, um grupo de três policiais à paisana (“P2”), armados, foi identificado na Aldeia Maracanã. Antes de serem visto com as armas, o trio já havia levantado suspeitas, sendo flagrado tirando fotos sem autorização e interrogando de forma ameaçadora um grupo de universitários. A invasão policial ocorreu no penúltimo dia do Coirem 2018 – Congresso de Intercultural de Resistência Maraka’nà, evento dedicado a denunciar a violência de Estado sofrida pelos povos tradicionais no Brasil e no mundo.

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