Niterói (RJ – Brasil): Aldeia Caiçara Imbuhy é desalojada pelo exército

Foram demolidas ontem, 7/12, pelo exército brasileiro as moradias de pelo menos cinco famílias de pescadores artesanais, moradoras históricas da centenária aldeia caiçara do Imbuhy na região oceânica de Niterói. A ação repetiu, em proporções ainda maiores, a covardia acontecida no último dia 23 de março, quando foi mobilizado um aparato bélico jamais visto no local – helicópteros, lanchas, tropas, spray de pimenta e armamento pesado – tudo isso para expulsar três famílias de pescadores de suas casinhas rústicas, que foram postas abaixo em poucas horas.

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Ocupar com k. Os squatters invadem espaços abandonados para contestar o capitalismo e a cultura de massa

casa okupada em Curitiba

O termo “gentrificação” é usado para explicar um importante mecanismo de manutenção de espaços ociosos, sobretudo nas regiões centrais das grandes cidades. São transformações que tem como fim recuperar o valor de áreas específicas, almejando enobrecê-las. Em resposta a esse jogo de interesses, o movimento squatter desafia as políticas excludentes ligadas à especulação imobiliária. Seu método são as ocupações.

A prática não é recente. O movimentonasceu na Europa dos anos 1960, propondo, como alternativa à falta de moradia, a ocupação de casas, apartamentos e prédios desocupados ou abandonados em razão da especulação. A partir da década de 1980, essa modalidade de luta urbana estreitou vínculos com a cultura punk e o anarquismo. Essa aliança político-cultural fez germinar diversos centros de atividades sociais. [Read More]

São Paulo (Brasil): Incêndios em favelas e a especulação inflamável

Nos últimos 20 dias, cinco grandes incêndios atingiram favelas em São Paulo. Esse tipo de incidente cresce a cada ano em proporções assustadoras. Entre 2008 e 2011 foram mais de 500 incêndios em favelas. Em 2012, segundo o corpo de bombeiros, já são 32. A destruição é enorme, quando não é fatal: móveis, eletrodomésticos, barracos inteiros. Pessoas feridas e até mortas. Por que isso ocorre com tamanha frequência? Quais são os reais motivos para tantos “acidentes” e tragédias? Que setores da sociedade se envolvem com essa situação? Qual é a condição das famílias que perdem tudo a cada incêndio? [Read More]

Brasil: Em São Paulo, as áreas valorizadas são as que têm mais incêndios

De acordo com pesquisa, das favelas que foram incendiadas nos últimos meses nove estão localizadas em regiões que o mercado imobiliário aumentou sua valorização: acima de 100%; na contramão, áreas que possuem mais favelas são as menos valorizadas

Dos últimos incêndios que ocorreram neste ano em São Paulo, nove foram em áreas que aumentaram seus valores pelo mercado imobiliário, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). A região em que está localizada a favela de São Miguel Paulista, por exemplo, vizinha de Ermelino Matarazzo, na zona leste, e incendiada na terça-feira (28), teve a maior valorização imobiliária da capital em apenas dois anos: 214%. (Clique aqui e veja o mapa dos incêndios em favelas paulistanas que ocorreram nos últimos anos). [Read More]

Lisboa precisa de espaços autónomos

A gentrificação e a especulação imobiliária, levando ao aumento das rendas, constituem uma das principais ameaças a projectos emancipatórios que constroem alternativas ao capitalismo. A cidade de Lisboa é vítima destes processos, preenchendo-se cada vez mais com escritórios, bancos, sedes de grandes empresas e condomínios privados. Nos antípodas da cidade estéril e corporativa que os especuladores promovem encontram-se os espaços autónomos. Recentemente, Lisboa foi privada de vários espaços autónomos, tais como o Grémio Lisbonense, a Crew Hassan ou o Centro Social do GAIA na Mouraria. O despejo ou encerramento destes espaços constituem um ataque não só a quem desenvolve projectos nestes espaços, mas a também a todo o movimento social e cultural da cidade. [Read More]