Porto (Portugal): Relato do despejo da Travêssa dos Campos

Na manhã do dia 16 de outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial.

Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício.

A informação chegou cá fora e começou a formar-se um ajuntamento de malta solidária que foi impedida de se aproximar da acção devido ao bloqueio da rua.

Cerca das 9h15 a polícia começa a transportar o pessoal para a esquadra do Heroísmo, em pequenos grupos e diferentes carrinhas. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime. [Read More]

Setúbal (Portugal): A Solidariedade atravêssa tudo

Nota de solidariedade da C.O.S.A (Setúbal) com a ocupação A Travessa (Porto):

C.O.S.A. A TRAVÊSSA, FAZ DAS SUAS…

Força aí companheiros, queremos desde já expressar a nossa solidariedade com as vossas ambições. Estamos juntos. É com esta e outras iniciativas que se ultrapassam barreiras/obstáculos da vida quotidiana. Ao criar algo de raiz feito por nós, sem as estruturas do poder dominantes, vivemos um processo que nos garante outra dinâmica político-social. Encorajamos todes que queiram continuar e desafiamos todes a experimentar estas aventuras subversivas de modo a recuperarmos as nossas vidas!

1 Despejo = 1000 Okupações!!!

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Porto (Portugal): Ocupar o abandono, 2º dia da Travessa

No domingo, quase meia centena de pessoas apareceram para mostrar o seu apoio à Travêssa. Pela manhã, nada melhor do que ter vizinhos a trazer o pequeno-almoço. Para além disso, também ofereceram mobília, utensílios de cozinha, mantas, azeite e outros alimentos, disponibilizaram-se para ajudar e assumiram a sua solidariedade. Começava-se a perceber que as relações iniciadas no dia anterior fortaleciam-se e que a ideia de abrir a escola estava a ser bem recebida.
Ao longo do dia quem chegava ia-se organizando para colaborar nos arranjos, nas limpezas e melhoramentos do edifício, lavando o chão das salas, recolhendo o lixo do jardim ou arranjando fugas de água.
Para o final da tarde estava marcada uma conversa com o tema “Ocupar porquê?”. Depois de arranjar maneira de instalar toda a gente no pátio, surgiram várias considerações sobre a importância de relação com a comunidade local; os efeitos da turistificação da cidade e as formas de combatê-la; a necessidade de divulgar a ideia de ocupação; a criação de redes entre projectos semelhantes; a pertinência de acções sobre problema de habitação na cidade. [Read More]

Itália: Notícias de Florença

No dia 1 de Janeiro de 2017, após a explosão de uma bomba artesanal junto a uma livraria fascista – na qual um polícia do esquadrão anti-bomba perdeu uma mão e um olho – várias casas de companheirxs foram tomadas de assalto pela polícia e registradas. A polícia esperava encontrar armas de fogo e/ou explosivos. As investigações não levaram a nada, exceptuando a apreensão de panfletos, computadores, roupas e outros materiais. Uma investigação contra pessoas desconhecidas foi lançada entretanto – com a intenção de xs acusar das infrações de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário num lugar público” e “tentativa de assassinato”.

A polícia iniciou, entretanto, uma nova operação chamada “Operazione Panico” (Operação Pânico), a 31 de Janeiro. Às 12h30, a polícia bateu à porta das casas de várixs companheirxs, para notificá-los da execução de dez medidas cautelares. Estas consistiam em 3 pessoas confinadas à prisão domiciliar, 4 pessoas receberam uma ordenação, para impedir que saíssem da cidade, obrigando-os a voltar à noite para suas casas e a assinar diariamente na esquadra. E, finalmente, 3 pessoas receberam condições de fiança, mas tendo de assinar na esquadra da polícia, todos os dias. [Read More]

Porto (Portugal): A Travessa Okupada

Nova Ocupação na cidade do Porto
Travessa dos Campos 170 – Apareçam e partilhem

Decidimos ocupar um espaço abandonado há anos, onde nos possamos auto-gerir, sem hierarquias nem delegações, sem pedir autorização às instituições e sem negociarmos com elas, recusando assim qualquer tipo de autoridade por ser um obstáculo à livre expressão individual e colectiva e às livres relações sociais.

Num momento em que o Porto é devorado por obras faraónicas de limpeza social, é fundamental afirmar que não queremos portuenses elegantes e servis, cuja única função seja fazer parte do menu a ser devorado por imobiliárias, empresas e agências turísticas em ambiente limpo e pitoresco, desprovido de qualquer conflito social. Por isso, resolvemos organizar-nos a partir das contradições que nascem das profundas transformações quotidianas da nossa cidade. [Read More]

Vitória (ES-Brasil): Ocupar tudo que está abandonado

Nos últimos meses, diversas ocupações foram realizadas na Grande Vitória. Dentro destas, os Edificios Sagres e Santa Cecília, ambos no centro da cidade, foram ocupados no último mês de julho por dezenas de fámilias. Nas últimas semanas, membrxs e apoiadorxs de ocupações urbanas decidiram formar o Coletivo Resistência Urbana e lançaram o seguinte comunicado:

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São Paulo (Brasil): Guaranis ocupam Parque Estadual e desligam antenas para defender suas terras

A partir da madrugada da quarta-feira 13 de setembro, índios guarani ocuparam o Parque Estadual do Jaraguá, na zona noroeste de São Paulo, contra a Portaria 683 do Ministério da Justiça, que prevê anular parte da demarcação da terra indígena (TI) do Jaraguá, também situada na zona norte da capital paulista.

Na sexta-feira, o grupo indígena desligou antenas que transmitem sinais de telefonia celular e televisão do Pico no Jaraguá, ponto mais alto de São Paulo. São três equipamentos de antenas de transmissão. Uma que transmite sinais de celular e TV, e outras duas utilizadas pelo Exército e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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Lisboa (Portugal): Prédio é ocupado na região central da cidade

O número 69 da Rua Marques da Silva encontra-se ocupado.

A acção parte da iniciativa de um grupo de pessoas, sem qualquer filiação institucional, unidas pela vontade de dar vida a um imóvel abandonado.

Nos últimos anos, o direito a habitar na cidade de Lisboa tem sido alvo de diversos ataques. Num cenário de crise económico-financeira e de austeridade, a alteração da lei das rendas por parte do anterior governo veio permitir novas oportunidades de negócio a fundos de investimento e demais entidades especuladoras.
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São Paulo (Brasil): Ocupação Mauá ameaçada de despejo

Localizada há mais de 10 anos na região da Luz, centro de São Paulo, a Ocupação Mauá está na linha de frente do projeto higienista do Prefeito João Dória.

A reintegração de posse da Ocupação está marcada para o dia 22/10, todo apoio é necessário!

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Belo Horizonte (MG-Brasil): Nascem duas novas ocupações na região central da cidade

Na semana passada, duas novas ocupações de moradia foram realizadas na cidade de Belo Horizonte. No dia 06 de setembro, cerca de 200 famílias ocuparam um prédio abandonado há mais de cinco anos na avenida Afonso Pena, no centro da cidade, com o apoio do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Na manhã do dia seguinte, 70 famílias ocuparam um prédio na rua Pedro Lessa, perto da Vila Pedreira Prado Lopes, na região central da cidade, desta vez com o apoio do Movimento de Trabalhadores por Direitos (MTD).

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